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O Maior Parque de Diversões que ja vi

  • Tatiane Kurokawa
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Hoje parei na beira mar, meditei e na meditação veio a pergunta de cura: ONDE VOCÊ ESTÁ?


Quando ouvi a pergunta, me voltei para as sensações e os meus sentidos… uma sensação de não ter a necessidade de estar em outro lugar que não fosse ali. Os sentidos me mostravam a areia, a brisa, o sol (que podia perceber mesmo de olhos fechados), os cheiros e escutava muitos gritos animados e emoções explícitas.


Veio o pensamento: parece que estou num parque de diversões…


Então abri os olhos e comecei a observar… as pessoas no mar estavam se divertindo, a cada onde que vinha elas gritavam animadas e deixavam-se levar pela maré. Era igual aos sons que ouço nos parques de diversão, das pessoas nas montanhas russas e outros brinquedos radicais.


É curioso como o ser humano paga para viver essas diversões e emoções nos parques e outras formas de se divertir com o friozinho da barriga, não é?! E por que?


Porque as emoções momentâneas distraem os nossos stress do dia a dia, resumida e superficialmente falando.


Mas olha só que mais curioso ainda: a vida é um verdadeiro parque de diversões! E todos nós estamos com ingressos comprados, sem saber a hora que o parque fecha… pra nós.


Temos aquele momento que entramos no parque deslumbrados e ansiosos. Como crianças que chegam no mundo, abertas para tudo desvendar, curiosas por ir em todos os brinquedos/oportunidades que o parque-vida tem.


Depois vemos que os melhores brinquedos tem filas e que alguns tem regras… e que nem todos os brinquedos serão para todos (você precisa ter idade, altura, saúde etc)… A adolescência mostra os grupos aos quais “podemos ou não pertencer”, onde podemos entrar, do que vamos participar e onde somos bem vistos, onde nos destacamos por nossos dons e qualidades.


Aí vem a hora de comer… ver as lanchonetes cheias e concorridas, pagar os preços pelos alimentos disponíveis, aguardar a sua vez… tipo quando vamos para o mercado de trabalho, buscar nosso espaço e nosso sustento.


Tem momentos que nos divertimos, tem momentos que nos cansamos, tem momentos que sentimos o friozinho na barriga, tem momentos que estamos alegres e aqueles que parece que a nossa vez nunca chega.


Poderia estar falando do parque de diversões… e também estou falando da VIDA.


Quero poder olhar para a vida nessas oportunidades… com tudo que inclui. O maior parque de diversões… que eu entrei ha quase 44 anos, com o amor de pai e mãe que me deu esse ingresso, e que eu não sei quando acaba meu tempo, qual duração do meu ingresso.


Quero poder escolher os brinquedos, quero sentir o frio na barriga e sair do brinquedo energizada de adrenalina, quero ter brilho nos olhos a cada brinquedo novo desconhecido, quero comer aquilo que me faz feliz e nutrida, quero ter brilho nos olhos.


Quero fazer esse ingresso valer… cada minuto, cada experiência. Afinal, para esse parque não tem volta, não tem como se arrepender de não ter ido em algum brinquedo e deixar pra próxima visita.


Vai valer, esta valendo, tudo!


Divirta-se!


Tati Kurokawa

 
 
 

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